Dupla despedida

foto/reprodução – Zuza em seu apartamento em São Paulo

A cultura estremeceu quando, num intervalo de três dias, o mundo da música perdeu dois ícones de uma só vez

Gabriel Solti Zorzetto*, Especial para Fina

Em um intervalo de três dias, o mundo da música perdeu dois ícones de uma só vez. No dia 4 de outubro, Zuza Homem de Mello – o pesquisador musical mais importante da história do nosso país – faleceu aos 87 anos, pouco tempo depois de finalizar a aguardada biografia de João Gilberto. Dias depois, em 6 de outubro, a comunidade global do rock n’ roll entrou em estado de choque ao saber da morte do guitarrista Eddie Van Halen – uma das cinco principais referências da história do instrumento.

José Eduardo Homem de Mello, em essência jornalista, começou assinando colunas sobre música para os jornais Folha da Noite e Folha da Manhã. Em 1957, foi estudar música na School of Jazz, em Tanglewood, nos Estados Unidos, onde pôde ter contato direto com mestres como Duke Ellington, Ray Brown e John Coltrane. Entre 1957 e 1958, estudou musicologia na Juilliard School of Music, de Nova York.

De volta ao Brasil, em 1959, Zuza ingressou na TV Record, onde permaneceu por cerca de dez anos trabalhando como engenheiro de som nos programas de MPB e festivais, além de atuar como booker na contratação de astros internacionais. Entre 1977 e 1988, concentrou suas atividades no rádio e na imprensa, produzindo e apresentando programas e fazendo crítica de música popular no jornal O Estado de S. Paulo, além de outras publicações no Brasil e no exterior. Em 1997, Zuza coordenou a Enciclopédia da Música Brasileira. Alguns dos trabalhos referências de Zuza são A Era dos FestivaisUma Parábola (2003)e também  livros

Internacional – Um dos melhores e mais influentes guitarristas do mundo, o holandês Edward Lodewijk Van Halen se mudou com a família, ainda na infância, para Pasadena, na Califórnia, em 1962. Com o irmão Alex e o baixista Mark Stone, fundou a banda Van Halen, em 1972. Mas foi só em 1974, com a entrada de David Lee Roth nos vocais e a substituição de Stone por Michael Anthony, no baixo, que o grupo ganhou notoriedade mundial. Uma das inovações de Eddie vem deste período: a técnica do tapping, em que ele usava as duas mãos no braço da guitarra, que ficou famosa especialmente na canção “Eruption”, de 1978, tornando-se uma de suas marcas registradas. Neste mesmo ano, eles lançaram um de seus hits mais conhecidos, “Runnin’ With The Devil”.  Após estourar nas paradas mundiais com os clássicos “Jump” e “Panama”, o grupo seguiu ativo e relevante mesmo após a entrada de Sammy Hagar nos vocais, em 1986, que gerou mais um punhado de hits como “Why Can’t This Be Love”, “Finish What Ya Started” e “Right Now”.

*É jornalista, com passagens pela Fox News e ESPN, foi crítico musical da revista Veredas.

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